quinta-feira, 19 de maio de 2011

O benefício do preço pode trazer surpresas desagradáveis, como a falta de peças.

Viajar até a fronteira do Estado com o Uruguai é habito comum aos gaúchos, que aproveitam o tax free do país vizinho para comprar produtos importados com preços acessíveis. Com o último verão rigoroso, um dos produtos mais vendidos foi o ar condicionado, que custa em torno de U$ 300.

De lá para cá, no entanto, surgiram casos de consumidores reclamando reclamado de um problema na hora da instalação: faltam peças. Depois de tantos quilômetros rodados em busca do conforto do ambiente climatizado por um preço mais brando, o gasto acaba sendo em vão, já que fica impossível instalar o produto sem as peças que faltam e não existe modo de fazer reclamações ao Procon.

- Na aquisição de um bem durável o fator preço é importante, mas não decisivo. Ele deve possuir requisitos que tragam confiança ao produto, do tipo fabricação reconhecida, qualidade, pós venda e baixo consumo de energia. Essas características não encontramos nos equipamentos comercializados na fronteira, que, normalmente, são de marcas desconhecidas - explica o Presidente da Associação Sul Brasileira de Refigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, Luiz Afonso Dias.

Outro grave problema é que não existe garantia para o equipamento comprado fora do território nacional. O mais sensato, nesses casos, é chamar assistência competente e pagar pelas peças que faltam, mas não existe certeza que elas serão facilmente encontradas, o que pode gerar transtornos e gastos ainda maiores.

- O consumidor tem de acrescentar outra variável em seu custo que é a instalação. Mesmo que seja somente a interligação (desinstalar um e instalar outro na mesma tubulação de cobre e elétrica), já vai consumir sua pretensa economia - acrescenta o presidente da ASBRAV.

Adquirir equipamentos de mesma marca dos comercializados no território nacional, que possuem estrutura de pós venda, pode amenizar os possíveis danos. Mas a garantia não é estendida para outros países, onerando o consumidor com a compra dos componentes defeituosos e mão de obra para o reparo. Para não enfrentar mais problemas na instalação de qualquer marca ou modelo de equipamento e de qualquer procedência, o ideal é contratar um serviço especializado capacitado.

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